Escolha

29 junho, 2011

0 comentários
Toda escolha requer uma perda. Toda perda superação. A superação um acréscimo. O acréscimo, filtro e filtro discernimento.

As coisas que eu não entendo...

09 abril, 2011

3 comentários

Não entendo veterinário que come carne.
Não entendo as manifestações contra a farra do boi, feitas por quem come suas carnes. 
Não entendo médico que fuma, bebe ou usa drogas.
Não entendo a guerra se quem a determina não vai para o campo. 
Não entendo quem necessita de comunicação constante pela internet quando não vê quem está ao lado.
Quem não se responsabiliza pelo seu lixo ou leva horas no banho.
Muito menos entendo os pais que vão contra os professores quando estes tomam uma atitude perante o mau comportamento do filho na escola.
Com tanta coisa importante para o Brasil aprender, o que o BBB está fazendo no ar?
Eu não entendo os rachas, o motorista dono das ruas e o pedestre dono da faixa de segurança.
Também não entendo os que falam de direitos humanos quando são assassinos. É incrível esse papo de direitos humanos vindo de bandidos que não nos dão o direito de andar livremente pelas ruas, assaltam nossas casas, violentam nossos filhos, usando em punho a coragem que não têm. Uma vez presos, gritam os direitos humanos. Tampouco entendo quem os defende. Cara estranho, ôôh!
Quem se disponibiliza a ajudar, e depois se faz de louco , exigindo direitos que não tem. Como assim?
E quem aceita as regras do jogo e depois coloca a empresa na justiça. Por favor!
E as mulheres que vivem dependentes da pensão que é dos filhos. Vai trabalhar. A pensão é para os filhos e não para as mães. Depender de pensão quando poderia estar trabalhando...
Não entendo quem desrespeita o velho e o velho que pensa estar sempre no direito só porque envelheceu.
E quem se aposenta antes do tempo. Que pressa é essa?
E o cara que coloca volume máximo no som do carro e abre os vidros, impondo ao mundo seu mau gosto pela música.
Não entendo quem pensa ser eterno, quem conta os dias, quem não olha para trás, para si, para mim que sou o outro.
Também não entendo quem gosta do Paulo Coelho, ou melhor, do que ele escreve, ou melhor, do seu contexto.
E aquele programa Vampires diaries? Que pessoas depressivas. Sempre com problemas, expressões tristes, beirando a morte.  
E os rebeldes sem causa? Que sarro! Refiro-me aos estudantes que fazem passeata contra o preço do transporte como se fossem eles que pagassem. Vocês acham que eles estão realmente preocupados com os pais?  
Não entendo quem não está disposto a fazer o que é necessário para chegar onde quer.
Quem só faz o que gosta, não o que é preciso ser feito.
Mas também não entendo mandarim, russo, checo, francês, esperanto....
E nem por isso deixo de conviver com todas estas pessoas maravilhosas, que certamente também não entendem muitas coisas, muito menos de mim ou do que digo, cada uma com suas diferentes interpretações a respeito de tudo e de todos.
Se tivesse eu que entender a todos, certamente faria uma grande confusão, para mim e aos demais.
Assim, no meu parâmetro da normalidade, pergunto-me sobre o que você deveria estar fazendo agora ao invés de tentar entender o que eu quero com isso. 
.

Respirar

25 fevereiro, 2011

0 comentários
Nada como o silêncio interior! Aquele conquistado mediante aquietamento, concentração e meditação. Aquele que faz nossa mente parar, nos dando uma dimensão mais profunda de quem realmente somos e do quanto somos o que respiramos!
Então respire. Respire lenta e profundamente. Perceba o ritmo da sua respiração. Ininterrupto, gradual e suficiente. Faça isso numa posição confortável, deitado ou sentado com a coluna ereta e concentre-se.
Observe como os pensamentos se aquietam gradativamente. Expulse todo o ar (exceto o óbvio residual ) e permaneça alguns instantes com os pulmões vazios. Pouco tempo: entre 15 e 30 segundos (não mais do que isto). Depois inspire e sinta todo o poder de uma respiração bem aplicada ao momento.
Deixe que todas as expectativas se desfaçam e curta intensamente este momento tão especial. Repita alguns ciclos de retenção vazia. Faça isso ao amanhecer e comece seu dia inspirado na própria respiração.



CADÊ?

28 janeiro, 2011

2 comentários
Cadê as cores?
O verde alface fraquiiiiinho está na comida à mesa,
O amarelo calcinha nas nossas riquezas,
O azul petróleo nos rios,
O branco na palidez da saúde pública,
O marrom cocô (silêncio para pensar) no ensino em casa.
Preto? Quem falou em preto? As passadeiras de asfalto?
Estão espalhadas pelo Brasil, feito artérias. Infinitas delas cobrindo em proporção a terra.
Aaah!- Mas marrom e preto não estão na bandeira do Brasil!!!!
O que posso concluir é que o varonil do Brasil foi sobrepujado pelo mercado negro da corrupção e pela educação marrom que juntos fazemos nele, todos os dias e em parceria com as escolas, nos impedindo de dizer à porta: limpe os pés para entrar que o Brasil tá limpinho.
. .

MENTIRA

20 janeiro, 2011

4 comentários
Estou cansada da rejeição cultural à velhice, à pobreza, à incultura, à feiúra, à gordice, (inventei gordice para rimar com velhice).
Estou cansada do culto à beleza, mesmo quando vazia ou desprovida de conhecimento.
Recuso-me à mentira e ao estigma das marcas do tempo.
Estou cansada da preguiça e da ultrapassada mania de se colocar no outro a culpa do malogro.
Há quem, até hoje, insista em colocar no governo a responsabilidade da própria miséria existencial. Acredita?
Claro que acredita!! Sou eu que estou falando!!!!! A exclamação é para dar sotaque.
E de cansada, vou dormir.
Amanhã, ainda em tempo, vou acordar cedo e dessujar o mundo que eu não me chamo Raimundo.
Hê, hê!

ATITUDE

19 janeiro, 2011

1 comentários
Lu,
amiga sempre, amiga melhor, amiga Lu:
Leio e, relendo-te, lembro-me...
como se fora magia, outrora, nos rimos.
Rimos de nós, dos outros, das coisas, dos eventos...
De cima do muro
as águas pareciam tão calmas...
E, uma vez dentro dela, nos entregamos ao dilúvio.
A descoberta de possibilidades,
a sensação, a lágrima, a incerteza...
Um gramado bem verdinho,
Ópera na tv em preto e branco,
almoço de domingo... recordações...
Obrigado por tudo:
pela pessoa na qual me tornei,
pelo amor incondicional,
por ouvir, por sorrir,
por rir de mim e comigo.

De teu amigo,
Ri

NUA

1 comentários
Então eu resolvi escrever. Não tenho palavras tão bonitas, mas faço intensas estas que expressam em papel o que não consigo dizer, do valor abat-jour, luz acesa e a verdade difícil, desconhecida e curiosamente experimentada em sensações , no esforço físico, olhando tua boca em sons que me excitam.