Respirar

25 fevereiro, 2011

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Nada como o silêncio interior! Aquele conquistado mediante aquietamento, concentração e meditação. Aquele que faz nossa mente parar, nos dando uma dimensão mais profunda de quem realmente somos e do quanto somos o que respiramos!
Então respire. Respire lenta e profundamente. Perceba o ritmo da sua respiração. Ininterrupto, gradual e suficiente. Faça isso numa posição confortável, deitado ou sentado com a coluna ereta e concentre-se.
Observe como os pensamentos se aquietam gradativamente. Expulse todo o ar (exceto o óbvio residual ) e permaneça alguns instantes com os pulmões vazios. Pouco tempo: entre 15 e 30 segundos (não mais do que isto). Depois inspire e sinta todo o poder de uma respiração bem aplicada ao momento.
Deixe que todas as expectativas se desfaçam e curta intensamente este momento tão especial. Repita alguns ciclos de retenção vazia. Faça isso ao amanhecer e comece seu dia inspirado na própria respiração.



CADÊ?

28 janeiro, 2011

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Cadê as cores?
O verde alface fraquiiiiinho está na comida à mesa,
O amarelo calcinha nas nossas riquezas,
O azul petróleo nos rios,
O branco na palidez da saúde pública,
O marrom cocô (silêncio para pensar) no ensino em casa.
Preto? Quem falou em preto? As passadeiras de asfalto?
Estão espalhadas pelo Brasil, feito artérias. Infinitas delas cobrindo em proporção a terra.
Aaah!- Mas marrom e preto não estão na bandeira do Brasil!!!!
O que posso concluir é que o varonil do Brasil foi sobrepujado pelo mercado negro da corrupção e pela educação marrom que juntos fazemos nele, todos os dias e em parceria com as escolas, nos impedindo de dizer à porta: limpe os pés para entrar que o Brasil tá limpinho.
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MENTIRA

20 janeiro, 2011

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Estou cansada da rejeição cultural à velhice, à pobreza, à incultura, à feiúra, à gordice, (inventei gordice para rimar com velhice).
Estou cansada do culto à beleza, mesmo quando vazia ou desprovida de conhecimento.
Recuso-me à mentira e ao estigma das marcas do tempo.
Estou cansada da preguiça e da ultrapassada mania de se colocar no outro a culpa do malogro.
Há quem, até hoje, insista em colocar no governo a responsabilidade da própria miséria existencial. Acredita?
Claro que acredita!! Sou eu que estou falando!!!!! A exclamação é para dar sotaque.
E de cansada, vou dormir.
Amanhã, ainda em tempo, vou acordar cedo e dessujar o mundo que eu não me chamo Raimundo.
Hê, hê!

ATITUDE

19 janeiro, 2011

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Lu,
amiga sempre, amiga melhor, amiga Lu:
Leio e, relendo-te, lembro-me...
como se fora magia, outrora, nos rimos.
Rimos de nós, dos outros, das coisas, dos eventos...
De cima do muro
as águas pareciam tão calmas...
E, uma vez dentro dela, nos entregamos ao dilúvio.
A descoberta de possibilidades,
a sensação, a lágrima, a incerteza...
Um gramado bem verdinho,
Ópera na tv em preto e branco,
almoço de domingo... recordações...
Obrigado por tudo:
pela pessoa na qual me tornei,
pelo amor incondicional,
por ouvir, por sorrir,
por rir de mim e comigo.

De teu amigo,
Ri

NUA

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Então eu resolvi escrever. Não tenho palavras tão bonitas, mas faço intensas estas que expressam em papel o que não consigo dizer, do valor abat-jour, luz acesa e a verdade difícil, desconhecida e curiosamente experimentada em sensações , no esforço físico, olhando tua boca em sons que me excitam.

RI

10 janeiro, 2011

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Quando você vê estas duas letras, não imagina o que está por trás delas.
Talvez você pense no verbo rir. Eu pensaria.
Até porque, rir foi o que eu mais fiz com esta figura chamada Richardson, a quem apelidei carinhosa e simplesmente por economia de Ri. Sem poupar o riso. Claro!
Um dia meu marido, outros mais, muitos mais meu grande amigo Ri.
Eu Ri, tu Ri, ele Ri, nós Ri.
Sem considerar a conjugação, penso nele como parte das pessoas que eu componho: eu amiga, eu mulher, eu homem, eu sim, eu não, eu mãe, eu cômica, eu dramática, eu ciumenta, desprendida, neurótica, crítica, otimista, carente, solidária, atípica, comum e acima de tudo, eu curiosa.
Vamos pensar na conjunção, no ensejo, no sentido literal da combinação que se faz entre homem e mulher, podendo também ser mulher e mulher, homem e homem, tanto faz a cama minha ou sua, mesmo que num átimo de tempo.
Importa é saber o momento certo de mudar a polaridade de uma relação, de forma que a partir deste, a relação somente evolua. Foi exatamente o que fizemos: soubemos o momento exato de bifurcar a nossa história sem, no entanto deixar para trás tudo o que aprendemos com ela e um com o outro.
Assim, o universo conspirando a meu favor, vai complementando minha história.
A nossa história!

CÉREBRO

08 janeiro, 2011

2 comentários
Nesta muito fundi a minha cuca. Admirável máquina humana!
Penso no cérebro como algo a ser estimulado constantemente.
Aliás, é muito conveniente estimulá-lo.
Os anos que vivo, vivo melhor pela atividade incessante,
fruto da necessidade em reorganizar e preservar minha plasticidade neural.
Faço isso mantendo minha curiosidade em dia.
Sem curiosidade não se chega a lugar algum.
É essa curiosidade que me faz sair de casa,
me faz ler, viajar, transar, amar o outro, comer, admirar o DeBona, 
respeitar o outro, subir nas paredes, trabalhar, entender a Ema, abrir as gavetas,
subir nas tamancas, mofar na balaia, quebrar o pau, aparecer, sumir, aquietar, dormir e acordar.
Todos os dias, deliciosamente!!!