Educação, moda e fineza

04 dezembro, 2011

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Pensei em começar falando sobre gentileza, apostando nela como primeiro agente
da fineza que deve vir muito antes de uma roupa bem transada. Que tal? Gentileza
no sentido da etiqueta (do francês étiquette) e etiqueta no sentido do que está em
voga em qualquer circunstância: a boa educação.
Do ponto de vista biológico somos todos absolutamente iguais. O que vai nos
diferenciar uns dos outros é a maneira como orientamos a nossa conduta diária,
como reagimos aos fatos, como interpretamos as pessoas à nossa volta. É a
inteligência social, resultado natural de uma boa educação e fineza, que pode
determinar nosso sucesso ou insucesso no mercado de trabalho e nas relações
interpessoais.
Por outro lado, quando a inteligência vem acompanhada de uma boa dose de
gentileza no trato com as pessoas e ainda somada a um bom modelito, pode fazer
toda a diferença... Não me refiro à superficialidade, mas à maneira como nos
relacionamos com as pessoas, com o meio ambiente e com o próprio corpo. O que
pode ser mais moderno?
Falando em fineza, no sentido figurado, agressividade está associada à atividade e
ao dinamismo. Podemos sim ser agressivos na hora de lutar pelos nossos sonhos e
direitos, mas sem jamais perder a compostura. Coisa mais mané – começando pelo
termo – é armar um barraco (expressão feia também!!!) por qualquer coisa!
De nada adianta uma roupa maravilhosa quando não se é gentil no trato com o
outro. Quando a atitude é tosca, a palavra é torta, a expressão incômoda, o gesto
pornográfico e o linguajar inapropriado não há look que supra a falta da gentileza.
No meu amigo Aurélio consta sobre permissividade dos costumes: 1. Num
dado período, o afrouxamento das restrições das normas prescritivas de
comportamentos sociais relativos às relações sexuais, familiares ou profissionais,
à moda, aos espetáculos, às atitudes em público, em que se configura a
institucionalização de novos padrões comportamentais.
Para saber mais sobre comportamento, faça-nos uma visita ou acesse nosso
site (www.YogaKobrasol.org), assista nossas aulas, leia o blog do Educador
DeRose (www.MetodoDeRose.org/blog), e estude a bibliografia indicada
(www.metododerose.org/blogdoderose/livros/alguns-livros-recomendados-e-dicas-
de-leitura).
Beijo da Lucila

Meditação

22 novembro, 2011

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Uma reflexão sobre meditação por Joris Marengo

Meditar não é um ato de esforço

Mas de desistência.

Criamos padrões pré

Estabelecidos do que seja o

Estado meditativo e qualquer

experiência que não

reflita este padrão, mesmo a meditação,

é rejeitada por nós.

Nos esforçamos, prática após

prática, para nos

aproximarmos daquele padrão.

Que ginástica mental!

Nos aproximaremos mais da meditação,

quanto menos esforço fizermos.

Desistirmos enfim, de fazer tanta força.

Assim talvez, numa sexta-feira qualquer, sem esforço, sem pose, nos surja o estado meditativo, bem de repente.


Escolha inteligente

07 novembro, 2011

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Fumar não parece ser uma escolha inteligente

Basta estar vivo para conviver com pressões que nos exigem consecutivas e ininterruptas escolhas, feitas essencialmente sob critérios emocionais e não racionais.

Estabelecemos relações profundas com as pessoas à nossa volta, criamos parâmetros, formamos opiniões, interferimos mesmo sem perceber na atmosfera do ambiente ao nosso redor. Tudo isso exige de nós uma incrível habilidade de adaptação. E, como conseqüência, muitos de nós vivemos uma rotina tão regrada, que passamos a entender as sinalizações positivas ou negativas do corpo como sendo algo normal.

Vamos pegar como exemplo um fumante: levar o cigarro à boca, tragar e soprar. Cigarro à boca, tragar e soprar. Sucessivas vezes. No início, o corpo sente uma tontura, ás vezes enjoo, mas com o passar do tempo, já nem percebe mais a quantidade imensa de toxinas que está sendo assimilada ao mesmo tempo. E um prazer volátil toma conta da mente do fumante, enquanto a droga toma conta do corpo...

E isso passa a ser tão rotineiro, que o fumante também perde a noção de etiqueta e fuma inclusive em ambientes onde estão outras pessoas, impondo às mesmas um hábito que não é o delas. Vamos e venhamos: isso é démodé. Imagine este hábito durante anos. Estabelecida a rotina, criamos um modelo corporal condicionado; dessa forma, não fazemos nada para mudar aquilo que já estamos acostumados, ainda que saibamos plenamente o alto preço que essa “escolha por omissão” nos causa.

Para transformar o condicionamento de fumar, pensemos, por exemplo, na respiração como um ritmo gradual e extremamente sofisticado, e ininterrupto por toda uma vida, mas cujo ciclo é alterado abruptamente a cada cigarro fumado. Considerando que toda variação emocional interfere diretamente na respiração (quando estamos com medo ficamos ofegantes, apaixonados suspiramos à toa...) e levando em conta que o oposto também é verdadeiro: há estreita relação entre o ato respiratório e os diversos estados de consciência, podemos, então, concluir que fumar pode sim promover alterações sobre o nosso humor, e este, por sua vez, na agilidade e perspicácia das nossas escolhas. E são essas mesmas escolhas – corretas ou não – que moldam nosso futuro imediato e distante.

Fumar diminui a liberdade diafragmática, altera o olfato e outras percepções sensoriais, muda o cheiro do fumante, a cor da pele e até a voz, que fica prejudicada. Causa ainda o envelhecimento precoce e o aparecimento de mais rugas (principalmente em torno da boca), além de reduzir a sensibilidade corporal. Isso sem falar nas doenças mais graves, que todos já temos conhecimento.

Para quem fuma, fica a dica de fazer a escolha certa: mudar o modelo respiratório condicionado por um modelo mais sofisticado e coerente com os objetivos de qualidade de vida e uma dilatada longevidade. Respirar de forma mais lenta e profunda, sentir a amplitude da respiração nutrindo todo o corpo e a atividade cerebral, isso não parece ser muito mais divertido do que tragar fumaça?

Por outro lado, se houver muita dificuldade em parar de fumar, já que uma das muitas leis que rege a natureza humana é a da resistência à mudança, lembre-se que assim também são os pensamentos: resistentes como rochas. Quanto mais resistirmos a eles, mais eles se firmam. Refletir sobre um hábito que você queira eliminar e concentrar-se exatamente no seu contrário, nas sensações e percepções produzidas pelo seu oposto, pode ser uma boa ferramenta para obter transformações rápidas e positivas na vida. Esse ensinamento não é novo, vem sendo repassado de geração a geração nos últimos 5 milênios.

Não só para eliminar o hábito de fumar, mas para qualquer coisa que queira mudar na vida, fica a dica de se conviver com a ideia do oposto, até que o velho hábito tenha dado lugar ao novo, mais inteligente e inspirador.

Bem-ser e bem-estar requerem muita disciplina e sabedoria nas escolhas.

Dito isso, mãos a obra!!

Escolher. Posso ou não posso?

31 agosto, 2011

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Estivemos em POA para o dia dos namorados. Um convite que o Rô me fez sabendo que a data jamais passa despercebida por uma mulher apaixonada. Na ocasião, com o evento do vulcão no Chile, não sabíamos se daria para embarcar. Os aeroportos estavam fechados. Até o último momento não sabíamos se daria certo. Embarcamos com pouco atraso. Adoro POA. Adoramos!

Lá fizemos nossos passeios prediletos: Usina das Massas, Barbarella, Parcão, chimarrão. Pois é, não tenho aqui o hábito do chimas.

Mas em POA é diferente: não pode faltar o chimarrão. E chimarrão no parcão, com sol, friozinho, Sarita, Montagna e Rô, não tem preço. Não bastasse, falamos pela webcam com a Marisol e o Marcelo em New York. Foi muito agradável!!

Rô e eu temos viajado o mundo para descobrir onde moraremos num futuro distante. Não temos pressa, afinal.

Entre as tantas coisas que estive pensando naquele fim de semana está o fato de termos a liberdade de escolher onde queremos morar. De uma forma ou outra sempre podemos escolher. Contanto, que seja uma escolha consciente. Criamos raízes, solidificamos amizades, estabelecemos vínculos e depois usamos isso como pretexto para permanecer por anos no mesmo lugar.

Mas se este lugar já não preenche as nossas expectativas, porque não mudar?

Buscar um bairro, cidade, estado ou país que nos satisfaça, sem medo do novo.

Problema nenhum não fosse a intrínseca insatisfação que acomete a raça humana e mais a problemática cidade e bairro onde estamos atualmente. A marginalidade cresce velozmente.Você poderia me dizer: Floripa tem muito o que fazer: tem praia, tem rio, tem duna, trilha, manezinho, Método DeRose, Refinaria, tem Lucila, tem Joris, tem mangue, comida gostosa etc. Mas: se chover? O que fazer? Cinema? Claro, é o que eu mais faço.

Florianópolis tem uma geografia maravilhosa! Mas eu não quero somente geografia. Eu quero história. Não quero somente qualidade de vida. Eu quero quantidade também. Eu quero segurança. Quero poder me movimentar pela cidade sem engarrafamento, flanela, multa. Se for para ficar no ócio, quero o contemplativo. Praia? Só em horário nobre. Comida? Tem no mundo todo, ou quase todo.

Igualmente importa, é estar feliz onde se permanece. E se a felicidade impera, porque não ser no lugar dos sonhos? Eu me pergunto. Eu lhe pergunto. Porque insistir em ficar num contexto desprovido daquilo que cada um de nós considera fundamental à própria existência?

Em minha sabença limitada, estender os limites geográficos, ultrapassar as fronteiras, carimbar o passaporte, tomar chimarrão, tapioca, falafel, abacate, pizza, curry, pastel de Belém etc e descobrir o novo faz de mim uma pessoa mais aguerrida a cada dia. Tanto que me dá até medo. He, He!!

Caminhando na direção desejada

20 julho, 2011

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Nossa mente atua através de variados mecanismos, e por meio deles podemos controlar as variações do nosso fluxo emocional e direcionar nossa energia natural interna para aquilo que desejamos.
Inicie seu dia avaliando se a maneira como você tem se comportado está exatamente de acordo com aquilo que deseja para si. Se as suas ações diárias estão acordadas com os seus objetivos de vida.
Se estiverem, ótimo! Respire fundo e bom dia!
Se não estiverem, comece a mudar seus condicionamentos a partir de hoje. Pense no que pode fazer a cada dia para buscar uma maior qualidade de vida e realização pessoal.
Lembre-se: grandes jornadas começam sempre pelos primeiros pequenos passos.
E ainda, “Sê perseverante como o mar que há milênios tenta subir pelas areias.”
DeRose

Escolha

29 junho, 2011

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Toda escolha requer uma perda. Toda perda superação. A superação um acréscimo. O acréscimo, filtro e filtro discernimento.

As coisas que eu não entendo...

09 abril, 2011

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Não entendo veterinário que come carne.
Não entendo as manifestações contra a farra do boi, feitas por quem come suas carnes. 
Não entendo médico que fuma, bebe ou usa drogas.
Não entendo a guerra se quem a determina não vai para o campo. 
Não entendo quem necessita de comunicação constante pela internet quando não vê quem está ao lado.
Quem não se responsabiliza pelo seu lixo ou leva horas no banho.
Muito menos entendo os pais que vão contra os professores quando estes tomam uma atitude perante o mau comportamento do filho na escola.
Com tanta coisa importante para o Brasil aprender, o que o BBB está fazendo no ar?
Eu não entendo os rachas, o motorista dono das ruas e o pedestre dono da faixa de segurança.
Também não entendo os que falam de direitos humanos quando são assassinos. É incrível esse papo de direitos humanos vindo de bandidos que não nos dão o direito de andar livremente pelas ruas, assaltam nossas casas, violentam nossos filhos, usando em punho a coragem que não têm. Uma vez presos, gritam os direitos humanos. Tampouco entendo quem os defende. Cara estranho, ôôh!
Quem se disponibiliza a ajudar, e depois se faz de louco , exigindo direitos que não tem. Como assim?
E quem aceita as regras do jogo e depois coloca a empresa na justiça. Por favor!
E as mulheres que vivem dependentes da pensão que é dos filhos. Vai trabalhar. A pensão é para os filhos e não para as mães. Depender de pensão quando poderia estar trabalhando...
Não entendo quem desrespeita o velho e o velho que pensa estar sempre no direito só porque envelheceu.
E quem se aposenta antes do tempo. Que pressa é essa?
E o cara que coloca volume máximo no som do carro e abre os vidros, impondo ao mundo seu mau gosto pela música.
Não entendo quem pensa ser eterno, quem conta os dias, quem não olha para trás, para si, para mim que sou o outro.
Também não entendo quem gosta do Paulo Coelho, ou melhor, do que ele escreve, ou melhor, do seu contexto.
E aquele programa Vampires diaries? Que pessoas depressivas. Sempre com problemas, expressões tristes, beirando a morte.  
E os rebeldes sem causa? Que sarro! Refiro-me aos estudantes que fazem passeata contra o preço do transporte como se fossem eles que pagassem. Vocês acham que eles estão realmente preocupados com os pais?  
Não entendo quem não está disposto a fazer o que é necessário para chegar onde quer.
Quem só faz o que gosta, não o que é preciso ser feito.
Mas também não entendo mandarim, russo, checo, francês, esperanto....
E nem por isso deixo de conviver com todas estas pessoas maravilhosas, que certamente também não entendem muitas coisas, muito menos de mim ou do que digo, cada uma com suas diferentes interpretações a respeito de tudo e de todos.
Se tivesse eu que entender a todos, certamente faria uma grande confusão, para mim e aos demais.
Assim, no meu parâmetro da normalidade, pergunto-me sobre o que você deveria estar fazendo agora ao invés de tentar entender o que eu quero com isso. 
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